띠 · Contos da Coreia

O Conto do Cão

Lenda do tti · 11º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

Um homem volta da feira, bebe além da conta e adormece no capim seco.

Cena 2

O fogo rasteja pelo campo na direção do dono que dorme.

Cena 3

O cão molha-se no riacho e rola sobre o capim, cem vezes, abrindo um círculo úmido.

Cena 4

Salva o dono e morre ao lado; onde o cajado foi plantado, brota a árvore de Osu.

O Conto

Conta-se na Coreia — e há um monumento que sustenta a história — o caso do cão de Osu. Um homem voltava da feira, bebeu além da conta e adormeceu no capim seco. Veio o fogo, rastejando pelo campo na direção do dono que dormia. O cão correu ao riacho, molhou o próprio corpo e rolou sobre o capim ao redor do homem — uma, dez, cem vezes — até deixar um círculo de terra úmida onde o fogo não pôde entrar. Salvou o dono e morreu de exaustão ao lado dele. O homem, ao acordar, plantou seu cajado sobre o túmulo do cão; o cajado brotou e virou árvore, e a cidade se chama Osu — "árvore do cão" — até hoje. É a mesma fidelidade que os coreanos celebram no cão de Jindo, que atravessa o que for para voltar ao seu dono. Na Coreia, lealdade não é conceito: tem endereço.

Por que é assim

O cão de Osu molhou o próprio corpo no riacho e rolou sobre o capim em brasa ao redor do dono adormecido — cem vezes — até abrir um círculo úmido onde o fogo não entrou, e morreu de exaustão ao lado dele. A tradição coreana lê no tti do Cão a lealdade que não pede recibo.

O cajado que o dono plantou sobre o túmulo brotou e virou árvore; a cidade se chama Osu, "árvore do cão", até hoje. É a mesma fidelidade do cão de Jindo, que atravessa o que for para voltar: na Coreia, lealdade tem endereço.

Curiosidades

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