띠 · Contos da Coreia

O Conto do Coelho

Lenda do tti · 4º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

O Rei Dragão, doente no fundo do mar, só se cura com um fígado de coelho.

Cena 2

A tartaruga atrai o coelho às profundezas com promessas de palácio e honras.

Cena 3

Cercado, o coelho jura ter deixado o fígado secando numa pedra, lá na terra.

Cena 4

De volta à praia, salta para o mato e ri: "quem vive sem o próprio fígado?".

O Conto

Conta-se na Coreia — e canta-se, no pansori — a história do coelho e do Rei Dragão. Adoecido no fundo do mar, o rei soube que só um fígado de coelho o curaria, e mandou a tartaruga buscar um. Com promessas de palácio e honras, ela convenceu o coelho a descer às profundezas. Lá, cercado, o coelho entendeu a armadilha — e não tremeu: "Majestade, que pena! Fígado de coelho é tão precioso que não o carrego comigo; deixei-o secando numa pedra, lá na terra. Voltemos, e eu o trago." O rei acreditou. Na praia, o coelho saltou para o mato e riu: "Quem vive sem o próprio fígado?" A Coreia guarda ainda outra ternura: no rosto da lua cheia, vê um coelho socando bolinho de arroz. O mesmo bicho: pequeno, doce — e mais esperto que o mar.

Por que é assim

Cercado no fundo do mar, o coelho não tremeu: inventou que deixara o fígado secando numa pedra e convenceu o Rei Dragão a devolvê-lo à terra. A tradição coreana lê no tti do Coelho essa esperteza gentil que escapa do impossível — tato fino, presença que desarma sem violência.

E há a outra ternura: no rosto da lua cheia, a Coreia vê um coelho socando bolinho de arroz. O mesmo bicho pequeno e doce — e mais esperto que o mar.

Curiosidades

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