띠 · Contos da Coreia

O Conto do Macaco

Lenda do tti · 9º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

Nos beirais de Gyeongbokgung, uma fila de pequenas figuras de barro: os japsang.

Cena 2

Postados como sentinelas contra os maus espíritos e os incêndios.

Cena 3

Entre elas, o rei-macaco que conhece todas as trapaças do mal.

Cena 4

Num país quase sem macacos, o mais esperto ganha o posto mais alto do telhado.

O Conto

Conta-se na Coreia que o macaco mora nos telhados dos palácios. Olhe para o alto nos beirais de Gyeongbokgung, em Seul: sobre as telhas escuras há uma fila de pequenas figuras de barro, os japsang, postados como sentinelas contra os maus espíritos e os incêndios — e entre elas está o rei-macaco das velhas histórias de peregrinos, aquele que nenhuma trapaça do mal consegue enganar, porque conhece todas. Repare na lógica dos antigos: para guardar o que era mais precioso, escolheram justamente o mais esperto — ladrão não rouba casa vigiada por quem sabe todos os truques de ladrão. Num país quase sem macacos, o bicho ganhou o posto mais alto da arquitetura. É o jeito coreano de dizer o que a tradição sempre soube: o engenho, quando fica do lado certo, é a melhor das proteções.

Por que é assim

Para guardar o palácio, os antigos escolheram o mais esperto: entre os japsang postados nos beirais de Gyeongbokgung está o rei-macaco que nenhuma trapaça engana, porque conhece todas. A tradição coreana lê no tti do Macaco o engenho que dança — mil talentos a serviço da proteção.

Num país quase sem macacos, o bicho ganhou o posto mais alto da arquitetura. É o jeito coreano de dizer o que a tradição sempre soube: o engenho, do lado certo, é a melhor das proteções — ladrão não rouba casa vigiada por quem sabe todos os truques.

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