干支 · Lendas do Japão

O Conto da Cabra

Lenda do eto · 8º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

Em Nagoya, o pequeno Hitsuji Jinja, o santuário da ovelha.

Cena 2

A cada doze anos, quando volta o ano da Cabra, ele desperta do sossego.

Cena 3

Peregrinos chegam de todo o país; as estatuetas ganham fila para fotografias.

Cena 4

A cada janeiro, guarda-se o eto que foi e entroniza-se o que chega.

O Conto

Conta-se no Japão que, na cidade de Nagoya, existe um pequeno santuário chamado Hitsuji Jinja — o santuário da ovelha. A cada doze anos, quando o ciclo devolve o ano da Cabra, ele sai do sossego: peregrinos chegam de todo o país para saudar o animal do seu nascimento, e as estatuetas de ovelhas do pátio ganham fila para fotografias. É a face japonesa de um costume maior: a cada janeiro, casas e santuários trocam as estatuetas do eto — guarda-se a do ano que foi, entroniza-se a do ano que chega —, e os nengajō, os cartões de ano novo, estampam aos milhões o animal da vez, desenhado a pincel. Há quem leia nisso uma ternura do calendário: mesmo o signo mais manso, mais raro de se ver nas ilhas, tem seu ano de reinar — e um santuário paciente à sua espera.

Por que é assim

Em Nagoya existe um pequeno santuário chamado Hitsuji Jinja — o santuário da ovelha —, que a cada doze anos sai do sossego para receber peregrinos do país inteiro. A tradição japonesa lê no eto da Cabra a gentileza que aquece sem chamar atenção: o signo mais raro das ilhas, e talvez por isso o mais suave.

É a face de um costume maior: a cada janeiro, casas e santuários trocam as estatuetas do eto. A ternura do calendário é essa — mesmo o signo mais manso tem seu ano de reinar, e um santuário paciente à sua espera.

Curiosidades

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