干支 · Lendas do Japão

O Conto do Javali

Lenda do eto · 12º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

Ferido, o cortesão Wake no Kiyomaro segue para o exílio, perseguido por assassinos.

Cena 2

Da mata surge uma manada de trezentos javalis.

Cena 3

Eles escoltam seu palanquim por léguas, até que suas pernas feridas saram.

Cena 4

Em Quioto, javalis de bronze guardam o Go-ō Jinja, o "santuário do javali", até hoje.

O Conto

Conta-se no Japão que, no século VIII, o cortesão Wake no Kiyomaro, punido por se opor a um monge ambicioso que queria o trono, seguia ferido para o exílio quando uma manada de trezentos javalis surgiu da mata — e escoltou seu palanquim por léguas, protegendo-o dos assassinos enviados atrás dele, até que suas pernas feridas sararam. Por isso, em Quioto, o santuário Go-ō Jinja, dedicado a Kiyomaro, é guardado não por cães-leões, mas por javalis de bronze: o "santuário do javali", procurado por quem pede saúde para as pernas e firmeza para os caminhos. E a cada doze anos, quando o ciclo se fecha, o inoshishi toma os nengajō — os cartões de ano novo — em disparada desenhada a pincel. Há quem leia na história de Kiyomaro o sentido inteiro do signo: a lealdade selvagem, que ninguém domesticou, é a que aparece na hora do perigo.

Por que é assim

Ferido a caminho do exílio, o cortesão Wake no Kiyomaro foi escoltado por uma manada de trezentos javalis, que o protegeram dos assassinos até suas pernas sararem. No Japão, o décimo segundo signo é o Javali (inoshishi), e a tradição lê nele a franqueza selvagem que aparece na hora do perigo.

Por isso o santuário Go-ō Jinja, em Quioto, é guardado por javalis de bronze — procurado por quem pede saúde para as pernas e firmeza para os caminhos. A lealdade selvagem, que ninguém domesticou, é a que fecha o ciclo com coragem de montanha.

Curiosidades

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