干支 · Lendas do Japão

O Conto do Dragão

Lenda do eto · 5º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

Num templo zen, o teto do salão principal é guardado para um só hóspede.

Cena 2

Em Tenryū-ji, um dragão imenso pintado em círculo segue o visitante com os olhos.

Cena 3

No vizinho Kennin-ji, dois dragões gêmeos cobrem o teto inteiro.

Cena 4

Seres da água, protegem a madeira do fogo e fazem chover o dharma sobre quem medita.

O Conto

Conta-se no Japão que, ao erguer um templo zen, guarda-se o teto do salão principal para um único hóspede: o dragão. Em Quioto, quem entra no salão de Tenryū-ji — o Templo do Dragão Celeste — e olha para cima encontra um dragão imenso pintado em círculo, cujos olhos parecem seguir o visitante de qualquer ponto da sala; no vizinho Kennin-ji, são dois dragões gêmeos cobrindo o teto inteiro, pintados para o aniversário de 800 anos do templo. O ofício deles é duplo: como seres da água, protegem a madeira do fogo; como guardiões do ensinamento, fazem chover o dharma sobre quem medita embaixo. Há quem leia nesse costume uma lição de arquitetura interior: põe-se a grandeza no teto não para esmagar quem está embaixo — mas para lembrar que tudo o que é grande existe para cobrir, guardar e fazer chover no tempo certo.

Por que é assim

Ao erguer um templo zen, guarda-se o teto do salão principal para um único hóspede: o dragão, cujos olhos parecem seguir o visitante de qualquer ponto da sala. A tradição japonesa lê no eto do Dragão a grandeza que mora na água — guardiã da chuva e dos começos.

O ofício é duplo: como ser da água, protege a madeira do fogo; como guardião do ensinamento, faz chover o dharma sobre quem medita. Põe-se a grandeza no teto não para esmagar quem está embaixo — mas para lembrar que o grande existe para cobrir, guardar e fazer chover no tempo certo.

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