Todo dia, Hachikō leva o dono à estação de Shibuya e volta ao entardecer para recebê-lo.
Um dia de 1925, o dono não volta: morrera no trabalho.
Por quase dez anos, ao horário do trem, o cão está lá, esperando.
Vira estátua de bronze — hoje, o ponto de encontro mais famoso de Tóquio.
O Conto
Conta-se no Japão — e aqui não é lenda, é memória — que um cão da raça akita chamado Hachikō acompanhava seu dono, um professor, até a estação de Shibuya todas as manhãs, e voltava ao fim da tarde para recebê-lo. Um dia de 1925, o professor não voltou: morrera no trabalho. Hachikō voltou à estação no dia seguinte. E no outro. Por quase dez anos, ao horário do trem, o cão esteve lá — até virar, ainda em vida, uma estátua de bronze diante da estação. Hoje, o ponto de encontro mais famoso de Tóquio é ele: "nos vemos no Hachikō". Ao lado dessa memória, os komainu, os cães-leões de pedra, seguem guardando aos pares a entrada dos santuários, e o inu-hariko, o cãozinho de papel machê, acompanha as famílias como amuleto de proteção. Há quem leia nisso tudo uma única frase: no Japão, a lealdade tem endereço.
Por que é assim
Hachikō, o cão akita, esperou o dono na estação de Shibuya por quase dez anos depois de sua morte — até virar, ainda em vida, estátua de bronze. A tradição japonesa lê no eto do Cão a lealdade que virou endereço: "nos vemos no Hachikō".
Ao lado dessa memória, os komainu de pedra guardam aos pares a entrada dos santuários, e o inu-hariko de papel machê acompanha as famílias como amuleto de proteção. No Japão, a lealdade tem endereço.
Curiosidades
- Ramo terrestre: 戌 (xū) — o décimo primeiro dos doze.
- Hora dupla: 19h–21h, o começo da noite.
- Elemento fixo: Terra, polaridade Yang.
- Direção e estação: Oeste-noroeste, fim do outono.
- Zodíaco japonês: 戌 · leitura inu — o eto do Cão.
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