干支 · Lendas do Japão

O Conto do Cão

Lenda do eto · 11º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

Todo dia, Hachikō leva o dono à estação de Shibuya e volta ao entardecer para recebê-lo.

Cena 2

Um dia de 1925, o dono não volta: morrera no trabalho.

Cena 3

Por quase dez anos, ao horário do trem, o cão está lá, esperando.

Cena 4

Vira estátua de bronze — hoje, o ponto de encontro mais famoso de Tóquio.

O Conto

Conta-se no Japão — e aqui não é lenda, é memória — que um cão da raça akita chamado Hachikō acompanhava seu dono, um professor, até a estação de Shibuya todas as manhãs, e voltava ao fim da tarde para recebê-lo. Um dia de 1925, o professor não voltou: morrera no trabalho. Hachikō voltou à estação no dia seguinte. E no outro. Por quase dez anos, ao horário do trem, o cão esteve lá — até virar, ainda em vida, uma estátua de bronze diante da estação. Hoje, o ponto de encontro mais famoso de Tóquio é ele: "nos vemos no Hachikō". Ao lado dessa memória, os komainu, os cães-leões de pedra, seguem guardando aos pares a entrada dos santuários, e o inu-hariko, o cãozinho de papel machê, acompanha as famílias como amuleto de proteção. Há quem leia nisso tudo uma única frase: no Japão, a lealdade tem endereço.

Por que é assim

Hachikō, o cão akita, esperou o dono na estação de Shibuya por quase dez anos depois de sua morte — até virar, ainda em vida, estátua de bronze. A tradição japonesa lê no eto do Cão a lealdade que virou endereço: "nos vemos no Hachikō".

Ao lado dessa memória, os komainu de pedra guardam aos pares a entrada dos santuários, e o inu-hariko de papel machê acompanha as famílias como amuleto de proteção. No Japão, a lealdade tem endereço.

Curiosidades

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