生肖 · A Grande Corrida

O Conto do Cão

A Grande Corrida · 11º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

O Cão, um dos melhores nadadores, alcança o grande rio.

Cena 2

A água está limpa e fresca demais para passar reto.

Cena 3

Mergulha, brinca, deixa o rio lavar a poeira da estrada.

Cena 4

Lembra-se da corrida e chega em penúltimo — molhado e sem remorso.

O Conto

Conta-se que, na Grande Corrida do Imperador de Jade, todos estranharam a chegada do Cão em penúltimo lugar — logo ele, um dos melhores nadadores entre os doze. Quando lhe perguntaram o motivo, o Cão não inventou desculpa: a água do rio estava tão limpa, tão fresca depois de tanto caminho, que ele parou para nadar. Brincou na correnteza, mergulhou, deixou o rio lavar a poeira da estrada — e só então se lembrou da corrida. Chegou em décimo primeiro, molhado e sem remorso. Dizem que o Imperador de Jade balançou a cabeça, entre a censura e o riso. Há quem guarde dessa história uma sabedoria que os apressados não veem: talvez não tenha perdido a corrida quem descobriu, no meio dela, um rio bom demais para atravessar sem sentir.

Por que é assim

Um dos melhores nadadores dos doze chegou só em penúltimo — e não inventou desculpa: a água estava tão limpa e fresca que ele parou para nadar, deixou o rio lavar a poeira da estrada e só então se lembrou da corrida. A tradição lê nessa honestidade a lealdade e a franqueza do décimo primeiro signo: talvez não tenha perdido quem descobriu, no meio do caminho, um rio bom demais para atravessar sem sentir.

A sua hora dupla é o começo da noite, quando o cão guarda a casa — a energia leal que vela pelos seus quando o dia se recolhe.

Curiosidades

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