生肖 · A Grande Corrida

O Conto do Cavalo

A Grande Corrida · 7º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

O Cavalo galopa à frente na terra firme, favorito das apostas.

Cena 2

Vence o grande rio com o peito forte, a chegada já à vista.

Cena 3

Do próprio casco desliza a Serpente, que ali viajara escondida.

Cena 4

Empina de susto — e chega em sétimo, rindo de si mesmo.

O Conto

Conta-se que, na Grande Corrida do Imperador de Jade, o Cavalo era o favorito das apostas na terra firme: ninguém galopava como ele. E ele honrou a fama — cruzou campinas à frente de quase todos, venceu o rio com o peito forte, e já via a linha de chegada quando aconteceu o inesperado. Do seu próprio casco deslizou a Serpente, que viajara escondida ali durante todo o percurso. O susto o fez empinar, recuar um passo — e nesse instante ela cruzou à frente, ficando com o sexto lugar. O Cavalo chegou em sétimo, o coração ainda disparado. Dizem que não guardou rancor: sacudiu a crina e riu de si mesmo, como riem os que correm por amor à corrida. Há quem guarde dessa história uma lição mansa: quem corre olhando só o horizonte esquece de conhecer o que carrega consigo.

Por que é assim

Favorito na terra firme, o Cavalo galopou à frente e venceu o rio com o peito forte — até a Serpente deslizar do seu próprio casco e passá-lo no susto. Chegou em sétimo e não guardou rancor: sacudiu a crina e riu de si mesmo. A tradição lê nessa cena o entusiasmo e a liberdade do sétimo signo, e o aviso manso de que quem corre olhando só o horizonte esquece de conhecer o que carrega consigo.

A sua hora dupla é o meio-dia, o auge do sol — a energia mais ardente e viva do ciclo, que corre por amor à corrida.

Curiosidades

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