生肖 · A Grande Corrida

O Conto do Dragão

A Grande Corrida · 5º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

O Dragão cruza o céu à frente de todos, favorito absoluto.

Cena 2

Avista campos rachados de seca e para para fazer chover.

Cena 3

Mais adiante, sopra o tronco do Coelho até a margem.

Cena 4

Chega em quinto — e o Imperador de Jade o honra com respeito raro.

O Conto

Conta-se que, na Grande Corrida do Imperador de Jade, todos apostavam no Dragão — quem competiria com alguém que voa? E, de fato, ele cruzou o céu à frente de todos. Mas, no caminho, avistou uma aldeia com os campos rachados de seca, e parou para fazer chover. Mais adiante, viu um pequeno coelho agarrado a um tronco no meio do rio, e desviou-se para soprar o tronco até a margem. Quando enfim chegou diante do Imperador, cinco animais já haviam passado — e o senhor dos céus ficou com o quinto lugar. Dizem que o Imperador de Jade o olhou com mais respeito do que olharia um vencedor. Há quem guarde dessa história uma pergunta que não envelhece: de que serve chegar primeiro, se foi preciso passar reto por quem precisava de chuva?

Por que é assim

O único que podia vencer voando parou no caminho para fazer chover sobre uma aldeia seca, e depois desviou-se para salvar o Coelho — e por isso chegou só em quinto. A tradição lê nessa escolha a nobreza do quinto signo: o poder que se mede não pela vitória, mas pelo que se detém para socorrer. O Imperador o olhou com mais respeito do que olharia um vencedor.

A sua hora dupla é a manhã em que as brumas sobem dos vales — o instante em que, diz a tradição, os dragões cavalgam o céu. É a energia grandiosa que serve, não que domina.

Curiosidades

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