生肖 · A Grande Corrida

O Conto da Serpente

A Grande Corrida · 6º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

Ninguém a vê: a Serpente se enrosca, discreta, no casco do Cavalo.

Cena 2

Viaja escondida e quieta durante todo o percurso.

Cena 3

Na reta final, desliza de repente à frente do corredor.

Cena 4

O Cavalo empina de susto — e ela cruza a chegada em sexto.

O Conto

Conta-se que, na Grande Corrida do Imperador de Jade, ninguém viu a Serpente durante quase todo o percurso — e era exatamente esse o seu plano. Pequena e paciente, ela se enroscou discreta no casco do Cavalo, o corredor mais veloz da campina, e viajou escondida, quieta como um pensamento. O Cavalo galopou, venceu o rio, e já avistava a linha de chegada quando a Serpente deslizou de repente à sua frente. O susto fez o Cavalo empinar e recuar um passo — e nesse passo a Serpente cruzou a chegada, ficando com o sexto lugar. Não venceu pela força, nem pela velocidade: venceu pelo tempo certo. Há quem guarde dessa história um ensinamento de mestre antigo: quem conhece a própria medida não disputa a corrida dos outros — atravessa a sua.

Por que é assim

Ninguém viu a Serpente durante quase toda a corrida — e era esse o plano. Enroscada no casco do Cavalo, viajou quieta e deslizou à frente no instante exato, cruzando em sexto sem força e sem velocidade, só com tempo certo. A tradição lê aí a intuição e a sabedoria silenciosa do sexto signo: quem conhece a própria medida não disputa a corrida dos outros — atravessa a sua.

A sua hora dupla é o fim da manhã, quando o calor sobe e as serpentes saem para o sol — a energia paciente que espera o momento e não o desperdiça.

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