生肖 · A Grande Corrida

O Conto do Coelho

A Grande Corrida · 4º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

O Coelho cruza o rio saltando de pedra em pedra, leve.

Cena 2

As pedras acabam; ele se agarra a um tronco à deriva.

Cena 3

Um sopro forte — o hálito do Dragão — empurra o tronco até a margem.

Cena 4

Chega em quarto lugar, antes até do próprio Dragão que o ajudou.

O Conto

Conta-se que, na Grande Corrida do Imperador de Jade, o Coelho fez o que ninguém esperava de patas tão pequenas: cruzou o rio saltando de pedra em pedra, leve como quem não pesa sobre o mundo. No meio da travessia, porém, as pedras acabaram — e ele se agarrou a um tronco à deriva, à mercê da correnteza. Foi então que um sopro forte empurrou o tronco até a margem: dizem que era o hálito do Dragão, que passava pelo céu e se compadeceu do pequeno navegante. Assim o Coelho chegou em quarto lugar — antes até do próprio Dragão que o ajudou. Há quem guarde dessa história uma suspeita mansa: a leveza atravessa onde a força afunda, e nenhuma travessia é tão solitária quanto parece.

Por que é assim

O Coelho atravessou saltando de pedra em pedra, leve como quem não pesa sobre o mundo — e, quando as pedras acabaram, foi o sopro do Dragão que o levou à margem. A tradição lê nessa travessia a leveza e a sensibilidade do quarto signo, e a verdade mansa de que a leveza passa onde a força afunda, e nenhuma travessia é tão solitária quanto parece.

A sua hora dupla é o amanhecer, quando o orvalho ainda está na relva — o momento gentil do dia, próprio de quem avança sem forçar.

Curiosidades

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