生肖 · A Grande Corrida

O Conto do Porco

A Grande Corrida · 12º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

Onze animais já chegaram; o último posto do calendário está vazio.

Cena 2

No meio do caminho, o Porco sentiu fome e parou para comer com vagar.

Cena 3

A comida estava tão boa que ele pediu licença para uma soneca.

Cena 4

Acorda, completa a corrida e fecha o círculo dos doze.

O Conto

Conta-se que, na Grande Corrida do Imperador de Jade, já haviam chegado onze animais, e o posto final continuava vazio. O céu começava a mudar de cor quando o Porco apareceu no horizonte, no seu passo sem pressa. Onde estivera? Ele mesmo contou, sem cerimônia: no meio do caminho sentiu fome — e travessia nenhuma se faz bem de barriga vazia. Parou, comeu com vagar, e a comida estava tão boa que pediu licença para uma soneca. Acordou, espreguiçou-se e completou a corrida, garantindo o décimo segundo e último lugar. Dizem que o Imperador de Jade riu — e o incluiu no calendário com a mesma honra dos demais. Há quem guarde dessa história o seu aviso mais manso: a lenda não premiou apenas os rápidos; guardou lugar também para quem sabe que a vida é a travessia, não a chegada.

Por que é assim

Onze animais já haviam chegado e o último posto seguia vazio quando o Porco apareceu no seu passo sem pressa: no meio do caminho sentira fome, comera com vagar e ainda tirara uma soneca. Fechou o círculo em décimo segundo — e foi incluído com a mesma honra dos demais. A tradição lê nessa cena a tranquilidade e o prazer honesto do último signo, e o seu aviso mais manso: a lenda guardou lugar também para quem sabe que a vida é a travessia, não a chegada.

A sua hora dupla é a noite que já se recolhe para o descanso — a energia serena de quem encerra o dia em paz consigo.

Curiosidades

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