生肖 · A Grande Corrida

O Conto do Galo

A Grande Corrida · 10º dos doze
A travessia, cena a cena — arraste →
Cena 1

À beira do rio, o Galo observa o terreno com olhar aguçado.

Cena 2

Avista a jangada presa entre os juncos, que ninguém tinha visto.

Cena 3

Chama a Cabra e o Macaco para a travessia em conjunto.

Cena 4

Os três atravessam — o Galo chega em décimo, crista erguida.

O Conto

Conta-se que, na Grande Corrida do Imperador de Jade, o Galo chegou à beira do grande rio e não se desesperou: pôs-se a observar, como quem varre o terreiro com os olhos. E foi esse olhar aguçado que avistou, presa entre os juncos, uma jangada que ninguém tinha visto. Chamou então a Cabra e o Macaco — porque o galo, quando encontra o que vale, chama os outros — e os três atravessaram juntos, empurrando e guiando a jangada pela correnteza. Na margem, o Imperador de Jade honrou a travessia em conjunto: a Cabra em oitavo, o Macaco em nono, o Galo em décimo. Dizem que o Galo aceitou a colocação de crista erguida: fora dele o achado que salvou os três. Há quem guarde dessa história uma verdade de amanhecer: enxergar primeiro só se completa quando se anuncia aos outros o que se viu.

Por que é assim

À beira do rio, o Galo não se desesperou: pôs-se a observar, e foi esse olhar que avistou a jangada que ninguém tinha visto. Então chamou a Cabra e o Macaco — porque o galo, quando encontra o que vale, chama os outros. A tradição lê aí a franqueza e o olhar aguçado do décimo signo, e a sua verdade de amanhecer: enxergar primeiro só se completa quando se anuncia aos outros o que se viu.

A sua hora dupla é o entardecer, quando as aves voltam ao poleiro — o momento de recolher o dia e anunciar o que se viu nele.

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